OS ESPECTROS DO GOLPISMO
OS ESPECTROS DO GOLPISMO
Não é de hoje que o golpismo à brasileira se estrutura aos olhos vistos, estava na cara que o 8 de janeiro ocorreria. Quem duvidava disso? Quem fez alguma coisa para impedir? Sendo que o ex-governo financiou e financia ainda tudo. Mesmo com seu líder exilado nos EUA. E as Forças Armadas? Sabemos o quanto são coniventes com o golpe. Jamais moveriam uma palha, são extremamente reacionárias. E, além disso, há familiares deles entre os acampados. Em pleno século XXI, vivemos no Brasil uma onda protofascista que se alastra e toma força. Mostra a sua cara, esconde-se no abismo. Sem uma força de resistência à altura para lhe meter medo, parece achar normal naturalizar o mal e a violência.
A ponta do iceberg são as aglutinações dos “patriotas” em frente ao quartel e a outra, menos visível, é a maneira sistêmica de como são financiados esses conglomerados de pessoas. São várias as forças convergentes bancando tudo isso, de empresários brasileiros (canalhas) ao know-how norte-americano. Nada é recente em terras tupiniquins, e muito disso é apoiado pelo poder que o Império tem para nos manter sobre suas garras, como nos aponta o livro “Quem Manda no Mundo?” do linguista e filósofo Noam Chomsky, no qual ele desfila situações e fatos sobre como o EUA domina a américa latina, financiando revoluções coloridas e golpes militares. E de como isso não é exceção e faz parte do seu programa de Estado, manter a américa latina atrelada a eles e sem perspectivas de crescimento e soberania. Não à toa Bolsonaro parece ter se exilado em Orlando, morrendo de medo de voltar para o Brasil e parar atrás das grades. Terra do Tio Sam que também acolheu Sérgio Moro, pivô de outro golpe deplorável intitulado “operação Lava-Jato”.
E como provas para isso não faltam e são expostas diariamente, Anderson Torres é a nova parte exposta da trama golpista. Sua minuta é a prova clara do golpe. Agora, ele tenta salvar o chefe que se borra nas calças de medo de cair em cana. É necessário jogar duro com essas pessoas, a expressão que tem viralizado “sem anistia” é um sintoma do quanto a conivência nacional com criminosos é o germe de um país que acoberta assassinos e torturadores. Faz parte de uma frente ampla de luta pela democracia acertar as contas com o passado e impedir que mais pessoas desse tipo continuem em atividade, o Brasil precisa zerar a conta e tornar-se uma nação soberana e democrática.
Os culpados devem ser presos e as redes de financiamento desmanchadas. Em meio a isso tudo, é necessária a coragem de figuras como Alexandre de Moraes, mas não somente dele, é preciso também que mais pessoas se arrisquem nesta frente ampla contra o protofascismo, para zerar de vez as relações com o passado. Sepultá-lo para sempre. Limpar o país desse lixo tóxico, que dissemina o preconceito e o racismo, que exclui violentamente os mais pobres da economia e da cidadania. Este pensamento perdeu as eleições de 2022 e agora é necessário varre-lo definitivamente de nossas ruas e casas. Não será uma tarefa fácil e que se resolverá do dia para a noite, mas ela já começou a acontecer.
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