LULA E OS SINDICATOS

O encontro de Lula com os representantes sindicais do país (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB e outras entidades que representam trabalhadores) no último dia 01 de dezembro, é um começo para se pensar na importância dos sindicatos para o futuro dos trabalhadores.


Os sindicatos vêm sofrendo uma grande baixa com o passar do tempo, visto a pressão neoliberal para o fortalecimento do empresariado e a quase extinção do setor. Há uma dívida de Lula para com os sindicalistas, em seus dois últimos mandatos, Lula se aproximou muito do setor empresarial e não deu atenção devida aos sindicatos. Criou até certa mágoa com alguns representantes e movimentos engajados que acabaram por diluir. Não operou junto a eles a reestruturação necessária para que conseguissem acompanhar as transformações perversas do capital. Transformações que geraram um maior aumento de trabalhos e serviços precarizados, aliado à sanha de empresários para reduzir, se não, extinguir ao máximo os direitos trabalhistas. 


A luta entre sindicatos e empresários é uma luta histórica em nosso país, é de onde surgiu o nosso novo presidente da república e o nosso partido  de esquerda mais importante: O Partido dos Trabalhadores. Dos movimentos sociais, dos movimentos de base. É uma luta hercúlea e necessária a modernização dos sindicatos no séc XXI, para que as injustiças trabalhistas não perdurem mais. Todo trabalhador de carteira assinada ou não necessita do braço sindical para o proteger das sucessivas explorações dos patrões. Da perda de direitos da noite pro dia. Além de lhe proporcionar o mínimo de benefícios: como plano de saúde e farmácia acessível e de qualidade. Lutar pela estruturação dos sindicatos é lutar pelos direitos trabalhistas e contra a exploração voraz do Capital.


Eu trabalho em uma empresa terceirizada que presta serviços para a Biblioteca Pública do Paraná. Esta empresa tem como sindicato um dos mais fortes sindicatos de limpeza do Paraná. Porém, a empresa se nega a fornecer aos seus contratados os benefícios do sindicato, como as consultas e a compra de remédios descontados na folha de pagamento. E se recusa também que o sindicato cobre a porcentagem mensal necessária pelo cadastramento. Mesmo assim, sou atendido pelo sindicato em benefícios como consultas, exames e na compra de medicamentos com 50% de descontos. Ou seja, mesmo com a empresa que eu trabalho negando covardemente o pagamento da mensalidade, eu e minha esposa somos atendidos de maneira acolhedora pelo sindicato. 


O enfraquecimento dos sindicatos é proporcional ao aumento da escravização do trabalho. Da perda de direitos trabalhistas, da precarização do trabalho e da perversidade do empresariado ganancioso. É um compromisso de Lula, da população e dos trabalhadores conscientes lutar pela continuidade e fortalecimento dos sindicatos. É preciso que eles consigam se atualizar nesse contexto opressor do neoliberalismo, e continuar fornecendo a proteção necessária para que se diminua ao máximo a exploração dos trabalhadores. 


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